E agora? Não posso abrir mais minha igreja!

Pastores e líderes estão vivenciando angústias pelas incertezas.


A paz, você que ama servir no Reino de Deus.

Este Artigo é para você.

Sou Denis Almeida, pastor, psicólogo, mestre em psicologia, autor do livro “SOS – Pastores, Salvem-se!” e dedicado aos cuidados pastorais e de liderança.


Estamos na segunda metade de março de 2020 e parece que já estamos em 2030 com tantos acontecimentos, mas sem dúvida o grande vilão é o novo Coronavírus, chamado também de COVID-19.


A minha intenção aqui não é falar sobre ele, deixem para os especialistas. A ideia é tratar sobre o que ele tem afetado a igreja e algumas das maiores preocupações dos pastores e sua liderança. Você sabe quais são?

E também apresentarei quatro orientações práticas e como tenho feito em minha igreja nesses dias de crise.

Com a disseminação do vírus, cada governo estadual e municipal manifestou-se através de decretos contra aglomerações públicas e privadas e a igreja é uma das maiores concentradoras de pessoas e não somente isso, por termos envolvimentos de comunhão, por considerarmos a comunidade cristã como uma grande família, é quase que inevitável não haver contatos físicos. Temos hábitos do cumprimentar, do abraçar, do estar perto, e isso pode ocasionar uma proliferação imensurável.

Alguns pastores no Brasil se manifestaram favoráveis e outros nem tanto assim. Alguns estão respeitando a lei e fazendo transmissão on-line e outros não consideram necessário. Não vou entrar nesse mérito, não por agora.

A questão é: nunca vimos algo desse tipo, igrejas impedidas de realizarem culto público, talvez em lugares de perseguição aos cristãos veem-se algo semelhante. Não estamos acostumados, as perseguições que sofremos são mais brandas. Viver com essa sensação de impotência, de não se saber quando voltaremos a normalidade, nos traz algumas angústias.


Alguns pastores e líderes eclesiásticos que têm acatado as exigências se veem fora da sua zona de conforto, e alguns pensamentos são inevitáveis:


  1. Será que minha igreja não será a mesma, os membros irão embora para outra igreja que não fechou as portas?

  2. Será que muitos se desviarão dos caminhos do Senhor?

  3. Será que por não haver culto presencial haverá infidelidade dos irmãos nos dízimos e nas ofertas?

  4. E agora como pagarei as contas fixas da igreja e o meu salário como se dará?

  5. E se este decreto de lei se tornar mais longo do que estão anunciando, como será?


São questionamentos pertinentes, porém não se pode permitir que a mente se perturbe acreditando em algo fatalista e sem solução, mantenha-se com a mente equilibrada e lembre deste ditado:

“Por um prego, perdeu-se a ferradura; Por uma ferradura, perdeu-se o cavalo; Por um cavalo, perdeu-se o cavaleiro; Por um cavaleiro, perdeu-se a batalha; Por uma batalha, perdeu-se o reino.”

Quatro Orientações


Queridos pastores e líderes eu tenho três orientações como psicólogo e pastor para você:

  • Primeira: se a atual situação é confusa, angustiante e está descabida para se resolver, minha recomendação é buscar ajuda de pessoas sábias, pois na multidão de conselhos há sabedoria.

Lembremos que as mudanças fazem parte da cultura organizacional, quantas mudanças você já passou durante seu ministério?! O autor do livro Transformação Organizacional, Paulo Roberto Motta, diz:

“A mudança alcança as pessoas e instituições todos os dias, de forma tão gradual e imperceptível quanto global e estrondosa. Através das formas lentas de mudanças se percebe sua irreversibilidade; pelos seus impactos surpreendentes aprende-se a necessidade de se preparar para elas”. Mudanças são inevitáveis, nos preparar para elas se faz necessário.
  • A segunda orientação é para caso você perceba que alguns sintomas estão mais graves, algumas reações psicossomáticas, algumas fobias, palpitações, suor excessivo, falta de ar, procure um profissional da saúde mental, psicólogo, psiquiatra. Não considere que você está louco ou perdeu as estribeiras, casos assim são comuns diante de situações que não sabemos lidar. Não deixe para lá!

  • Terceira: já na questão administrativa e organizacional é buscar a sabedoria de Deus e do conselho dos líderes da igreja para procedimentos locais. Dica: não adianta querer fazer como as grandes igrejas, pois elas têm estrutura de equipamentos e de pessoal. Faça uma pesquisa na internet de como você e sua igreja podem fazer transmissão dos cultos online por exemplo, é bem simples basta um celular com internet.

  • Quarta: não se frustre com as mudanças e não se frustre em não ver os irmãos juntos adorando ao Senhor, considere que esta situação de crise possa inclusive uni-los ainda mais. Sabemos que não há um lugar único para adoração, no entanto, não deixe de pastorear, mesmo sem contato presencial. Eu particularmente converso com os membros da minha igreja diariamente através dos recursos tecnológicos dispostos a mim.

O que foi tornará a ser, o que foi feito se fará novamente; não há nada novo debaixo do sol. Haverá algo de que se possa dizer: "Veja! Isto é novo!"? Não! Já existiu há muito tempo, bem antes da nossa época. Eclesiastes 1:9-10


Se aposse da Sabedoria de Deus e que vá bem sua vida, sua família e seu ministério.


Em Cristo, servindo-O,

também Pastor,

Denis Almeida


Revisado por: Iasnaya Almeida

Imagem: UpCreative

102 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo